Disciplina – Harmonia do ROCK – Ciro Visconti

Disciplina – Harmonia do ROCK

Local: Auditório da Faculdade e Conservatório Souza Lima

Carga horária: 4 horas (1 hora por dia)

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Por volta de cinquenta anos as progressões harmônicas e os enlaces entre acordes do Gênero ROCK (1) ficaram sem uma teoria que os explicassem, mesmo que as teorias tradicionais de harmonia não dessem conta desta tarefa de maneira satisfatória. Durante estas décadas o estudo formal de harmonia ignorou completamente o Gênero alegando que sua harmonia seria baseada em progressões simples de tríades e que, portanto, não havia nada ali que realmente valesse a pena uma investigação mais profunda, afinal resumiam-se apenas a 3 ou 4 acordes.

De fato, quando os acadêmicos finalmente resolveram se dedicar ao estudo da harmonia no ROCK no início do século XXI, encontraram progressões que em geral eram formadas por tríades. Mas, nesse processo de estudo e análise descobriram também uma riqueza nestas progressões triádicas, já que o esquema funcional no qual os acordes se enlaçam não obedece aos paradigmas tradicionais da harmonia tonal.

Assim, nos últimos 10 anos uma nova teoria funcional foi criada, a fim de explicar fenômenos harmônicos que são comuns ao ROCK mas que ainda não tinham como ser explicados com as teorias vigentes, uma teoria baseada na abordagem sintática das funções harmônicas e que será exposta pela primeira vez no Brasil na disciplina Harmônia do ROCK durante a III Semana SLROCK.

A Harmonia Funcional Sintática é formada por conjunto de conceitos harmônicos que se opõe a tradicional visão de que a função de um acorde é definida por sua identidade (2). Nesta nova abordagem, a função harmônica é determinada pela posição em que o acorde ocupa na frase, tema, seção ou em qualquer unidade formal que esteja incluído. Portanto, esta é uma teoria que extrapola o campo puro da harmonia, agregando conceitos formais para formar sua lógica e descrever os enlaces de acordes no Gênero ROCK. Assim, surgem novos conceitos baseados na sintática harmônica, tais como: Pré-Tônica, Pré-Dominante, Rogue Dominante, Dominante Plagal, entre muitos outros. Da mesma maneira, os diversos tipos de cadência (autêntica, plagal, semicadência, etc.) são revistos nesta teoria.

A abordagem sintática das funções harmônicas foi desenvolvida por diversos teóricos e pesquisadores de música, como o Prof. Dr. Drew Nobile, o Prof. Dr. Christopher Doll, o Prof. Dr. Walter Everett, o Prof. Dr. Allan Moore, entre muitos outros.

1) O termo é aqui usado de maneira genérica a fim de incluir outros gêneros e subgêneros, como pop, funk, etc.
2) Um exemplo desta visão: acordes que com a 7̂ da escala (sensível tonal) em sua estrutura teriam, obrigatoriamente, a função de dominante.

Ciro Visconti

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É bacharel em guitarra formado pela Faculdade Carlos Gomes, mestre em Processos de Criação Musical pela ECA/USP e doutorando na área de Teoria e Análise Musical, também na ECA/USP. Atualmente é Bolsista Fulbright e irá fazer o programa de Doutorado Sanduíche entre Agosto de 2018 e Maio de 2019 na CUNY (Nova York) sob a orientação do Prof. Dr. Joseph Straus.

É guitarrista da banda Diafanes que, em 15 anos de carreira, já lançou 3 álbuns – See Though, Obviously Clear e Ave – e fez 5 turnês pelos EUA tocando em diversos estados e em grandes festivais como o SXSW e Cherry Blossom Festival.

Participa do Duo Elétrico, formado com a cantora Lu Andrade (ex-Rouge) com um repertório de releituras de clássicos de Rock. O Duo se apresenta regularmente em diversas cidades brasileiras.

Participa do projeto Magical Box, ao lado da Cantora Carla Viana, do baixista Andria Busic e do baterista Ivan Busic.

Também é guitarrista das bandas Purpendicular, Bendito FrutoeRock4ALL.

É coordenador pedagógico e professor do Conservatório Souza Lima (curso livre e técnico) onde além de Guitarra, leciona as disciplinas de Teoria Musical, Harmonia, Contraponto e Prática de Bandas. Na mesma instituição leciona no curso de Pós- Graduação da Faculdade Souza Lima as disciplinas Contraponto aplicado à Música Popular e Teoria Pós-Tonal.

É colaborador da Revista Guitar Player pela qual já publicou dezenas de matérias e transcrições.

É autor de dois livros, Guitar Player Brasil – Série Estudo (2011, atualmente na terceira edição) pela Melody Editora e Simetria nos Estudos Para Violão de Villa-Lobos (2016) pela Paco Edições.

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